Wall•E só estreou há 4 dias, mas nerd entendido que se preza, já colocou os dedinhos pra funcionar.
Como Steve Jobs só entregou a Pixar ao grupo Disney há pouco mais de dois anos, algumas referências são claras (o robozinho faz o “pãããããn” de inicialização dos Macs quando seus painéis solares terminam de carregar, ele tem um iPod surradinho, e ao ouvir um dos personagens também dá pra reconhecer a tecnologia de reconhecimento de voz da Apple).
Outras são misteriosas (o diretor do filme, Andrew Stanton, juuuuuuuuura ter visto Curto-Circuito, o filme do Johnny-5 apenas uma vez), mas as divertidas mesmo são as que vão completamente longe (do tipo dezenas de referências à cenas das séries Star Wars e Star Trek, e até — pasmem — Titanic, e conspiração anti-Bush).
Um simples dia na sede da Pixar, para consultoria na criação da robozinha Eve, já rendeu à Jonathan Ive o título de criador da personagem, tudo porque ele é o mega-ultra-master-hiper-top-model-designer da Apple, responsável pelo carro abre-alas (iMac, iPod, iPhone) da empresa atualmente.
Se isso é uma pincelada dos primeiros quatro dias, imagine o que ainda está por vir, sabendo que Wall•E ganhou voz através do mesmo cara que deu voz à R2-D2?
Mas calma, apesar de ser um prato cheio pros sem namorada amantes da tecnologia de plantão, chiveta recomenda Wall•E, provavelmente a mais irônica crítica ao governo Bush e ao american way of life, através de uma melancólica mas otimista visão do futuro.
Viu como a gente também sabe falar bonito?

Eve está no papel de parede da Apple… onde está Wall•E?





