chiveta ——¬

making enemies is good

Novembro 6, 2009 · 17 Comentários

Acabamos de ler na PUNKnet que o quarteto jundiaiense FISTT assinou com a Blast Records — selo ligado à Sony — e que fará o aguardado lançamento físico de Como Fazer Inimigos….

como fazer inimigos

Até então somente disponível para download, o quinto álbum do FISTT ganhará o formato CD em janeiro, mas já está com pré-venda na Oba! Shop.

Parabéns a F.Nick & seus comparsas, chiveta está mandando boas vibrações a vocês!

Ah, e como já disseram sabiamente os suecos Backyard Babies: Making Enemies is Good!

Álbum: Como Fazer Inimigos… — FISTT
Em seu tão aguardado segundo álbum, o genial Bloco do Eu Sozinho, os cariocas do Los Hermanos decretaram que “todo carnaval tem seu fim”. E não é que a maior manifestação cultural (?) do povo brasileiro veio influenciar no quinto disco do FISTT?!

Não, não pense que F. Nick (voz e baixo), Mirtão (guitarra e voz), Crildo (guitarra) — atualizando: agora substituído por Karacol, ex-Sugar Kane — e Birão (bateria) chegam tocando pandeiro, cuíca e cavaquinho, o som continua com aquela mistura de pop punk com hardcore melódico que os mantém na estrada há 14 anos.

A divisão AC/DC (Antes do Carnaval/Depois do Carnaval) de Como Fazer Inimigos… pode ser feita porque a faixa Carnaval é, na verdade, subdividida em sete. Continuar tem cara de single pra tocar nas rádios (e se tocasse, estouraria!), ela precede e avisa que a epopéia conceitual do FISTT começa ali.

Assim, entram na sequência — separadas, mas juntas, se é que vocês me entendem –, Quando o Carnaval acabar… (e suas indagações), Fábulas de Bilé (reggaezinho ao melhor estilo NOFX), Correndo (e seu desabafo), Zero à Esquerda (ótima instrumental e com a participação do ex-membro Fabrício Martinelli, que depois foi pro Street Bulldogs e atualmente está no Hateen — atualizando: o guitarrista acaba de deixar o grupo), Superficial (com a presença de Rodrigo Lima, do Dead Fish), Muy Amigón (mais uma vez entra o jeitão/deboche NOFX de ser, com direito a portunhol tosco e o trumpete mariachi de Naor Gomes) e Desintegrar (minha predileta, com riff e vocal quase metaleiros). Outra que também me chamou a atenção foi Tanto Faz, com uma levadinha bem interessante, backings marcantes e um refrão convidativo.

O quarteto de Jundiaí (SP) gravou tudo na capital paulista no renomado Midas Studios, com os não menos tarimbados Paulo Anhaia (gravação, produção, mixagem) e Rodrigo Castanho (masterização). Essa turma, reconhecida em trabalhos de nomes como CPM 22, NX Zero, Charlie Brown Jr. etc, soube deixar os “meninos do interior” à vontade e o resultado são canções redondinhas, como Aquecendo (com clipe rolando no MTV Overdrive), Fevereiro, Todo Amor Morre Abandonado e Redentor.

Ah sim, as letras irônicas não foram embora: Pobre F. Nick, Meu Amigo Copo, Sad Rockstar, Mallory e Carta Para Garotinha Ruiva (mais pelo título que remete ao Snoopy). Essa é a Última Vez e Eu Não Faço Ninguém Feliz são as com o pé no acelerador, prontas para formarem as rodas nos shows.

Vale lembrar que o lançamento é da Oba! Records e que está disponível para download gratuito à escolha do ouvinte — via MySpace ou site.
Por Ricardo Tibiu

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