back to the future!

No próximo domingo, dia 13/12, o Hangar 110 receberá três diferentes (e boas bandas): Hateen (que fará dois sets, um só com os clássicos em inglês e outro pocket acústico), H.E.R.O. (hardcore dos bons, colocaram recentemente no MySpace a faixa Air Strike, com participação de Koala) e Twinpine(s). E é exatamente com o velho camarada Magoo Felix, baterista do último citado, que fomos trocar uma ideia.

Formado em 2003, na Zona Norte de São Paulo, o trio além do nosso ilustre amigo artista (talentosíssimo, inclusive!) é completado por Mick Leo (guitarra/voz) e Bruno Monstro (guitarra/voz) — que substituiu Malcolm. Além da peculiaridade de não possuir baixista, o Twinpine(s) recria um pouco da atmosfera do rock alternativo nacional dos anos 90, mas com uma personalidade bem atual — fazendo um trocadilho com a origem do nome da banda, quase como um back to the future!

Conversando com Magoo falamos um pouco sobre isso, o show do domingão, o aguardado álbum de estreia que está para sair (pela Pulp) há pelo menos dois anos, e outras coisas.

Entrevista: Magoo Felix — Twinpine(s)
Por Ricardo Tibiu

Provavelmente devem descrever o som do Twinpine(s) como indie rock, guitar rock ou algo assim. E pra você, qual seria a melhor definição?
Cara, com certeza o nosso som se encaixa nessas descrições, embora eu não goste de limitá-lo a um único gênero. Acho que o som que a gente faz é influenciado pelo rock alternativo, principalmente dos anos 90, mas sem deixar de olhar pra sonoridade de hoje em dia… A gente gosta muito de experimentar, às vezes fazer um som instrumental bem viagem, outras vezes um som limpo com uma pegada pop… Às vezes soamos como o mais puro noise grunge, então fica difícil dizer um único termo pra definir o que a gente é (risos).

No próximo domingo vocês tocam com o Hateen no Hangar 110. Sei que você sempre gostou de bandas nacionais dos anos 90, como eles mesmos, Pin Ups e Garage Fuzz. O quê você acha que as bandas daquela época tinham que as de agora não têm?
Cara, eu sou um eterno amante do rock alternativo, principalmente da década de 90, e na cena nacional dessa época haviam pérolas como Hateen, Pin Ups, Second Come, Garage Fuzz e muito mais… Essas bandas tinham as mesmas influências que a gente tem até hoje, e todas elas cantavam em inglês por, principalmente, não terem maiores pretensões na indústria da música… Era um lance mais de cena mesmo, saca?

Bem diferente de muitas bandas atuais que se dizem de rock ou afins…
Eu vejo as bandas hoje em dia mais preocupadas em aparecer na MTV, de ter um visual que se pareça com outras, a parada se tornou mais fria, mais estética, mais plástica… Acho que a principal diferença entre as bandas daquela época e as de hoje é o lance do descompromisso com a mídia mesmo, o lance era fazer um som parecido com os das bandas gringas que a gente gostava, sem se preocupar se vendia ou não, as letras em inglês pouco importavam, era mais pelo espírito grunge da coisa mesmo (risos). Não condeno quem canta em português, acho importante que tenha bandas assim, mas da minha parte curto viver nessa atmosfera musical que sempre curti, e tentar manter pelo menos um pouco viva essa cena que, pra mim, foi uma das épocas de ouro do rock alternativo brasileiro. O Koala, do Hateen, mesmo me disse esses dias que achava importante existirem bandas como os Twinpine(s), pra mostrar pra nova molecada a essência do rock alternativo, acho que esta é uma das missões do nosso som (risos).

E, aproveitando, quais são as expectativas em tocar com o Hateen?
Cara, a gente tá bem animado, eu pelo fato tocar não só com uma banda que sempre fui fã, principalmente que vai ser o set em inglês, que é minha época preferida do Hateen… E porque é uma alegria muito grande dividir o palco com o Koala que é meu amigo de longa data, vivemos muito tempo juntos uma época, na tal década de 90 principalmente, nossas influências musicais são muito semelhantes e acho que vou poder mostrar pra ele um pouquinho do que esse “véio emo” me ensinou (risos). O resto da banda tá bem empolgado, tanto o Mick quanto o Bruno são bem fãs do Hateen, espero que eles toquem várias do Dear Life… que é o disco preferido dos Pine(s) (risos).

O quê Twinpine(s), Sleater-Kinney e Jon Spencer Blues Explosion têm em comum além do fato de não possuírem baixista? (risos).
Cara, os dois foram as primeiras referências que a gente buscou quando optamos por não ter baixista, mas depois a gente foi desvirtuando totalmente e hoje em dia creio que conseguimos atingir uma atmosfera muito característica da gente. Estamos bem animados com a sonoridade que temos alcançado, a gente escuta muito Sonic Youth, aí já viu né, tamo ficando cada dia mais malucos quando o assunto é sonoridades e afinações (risos).

Há dois anos mais ou menos te entrevistei pra Vista e você deu alguns detalhes do CD do Twinpine(s). Queria saber o motivo do disco não ter saído ainda e se há alguma previsão.
Nossa, é verdade, você foi o primeiro a dar a notícia do CD que até hoje não saiu, que vergonha! (risos). Então, o CD acabou atrasando bastante tempo porque o Pablo, que é o dono da gravadora Pulp, teve que viajar pra Espanha a trabalho durante quase um ano, bem na época que terminamos de gravar e isso atrasou um tempão o processo de lançamento do disco porque a viagem acabou dando uma secada na fonte. Aí optamos por esperar mais um tempo, o CD tá na fábrica, acho que no Natal tá na mão! Vamos aguardar passar as festas de fim de ano para, finalmente, lançá-lo… Ufa! (risos). Já temos mais umas 10 músicas novas prontas, quando menos esperar estaremos com o segundo no gatilho! E, também, logo mais sai um single da trilha sonora exclusiva que gravamos para um documentário de skate que por enquanto ainda é segredo! (risos).

Pra finalizar, valeu pela entrevista Magoo, e quais são as novidades dos seus trampos artísticos?
Tão aí, pintando bastante, com alguns projetos pra 2010, vamos ver, algumas exposições, alguns produtos novos, caminhos a serem explorados… Tô bastante empolgado com as ideias pro próximo ano! Valeu Tibiu pela oportunidade mais uma vez e colem lá domingo que vai ser uma grande festa de Natal!

Links relacionados:
www.myspace.com/twinpinesmusic
www.myspace.com/the_twinpines
www.fotolog.com.br/magoo_mcfly
www.4funart.com.br
www.choquecultural.com.br Trabalhos do Magoo à venda
www.myspace.com/agravadorapulp
www.myspace.com/goherogo
www.myspace.com/hateen

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comentários

12 thoughts on “back to the future!

  1. Pingback: obrigado tempestade | chiveta——¬

  2. 1. pode crer, MV!
    🙂

    se for tatuar mesmo, tomara que fique igual ao original, vai ficar animal!

    2. verdade, Allan, menos cores e cortes de cabelo e mais música!
    🙂

    3. que bom, Bacon, prestigia os caras ao vivo e faz uns cliques!
    🙂

  3. Uma vez vi (sem querer) um show acústico deles num pico ali na baixa Augusta. Também cheguei a ler uma matéria que saiu na Rolling Stone. Legal que no meio de tantas bandas coloridas surgindo por aí, ainda tem caras reciclando os clássicos dos anos 90.

    Abraços!

  4. O som deles é legal tbm mano.

    estou vendo que vou no hangar o final de semana todo..hehehe

    estou pensando seriamente nesse deseho..mto foda mesmo.

  5. Legal a entrevista Tibiu..
    Tou dando uma sacada aqui no myspace da twinpines..
    Massa o som!
    Também prefiro o Hateen em inglês, hehe!
    Abraço!

  6. Cara, eu vi o desenho que ele fez, que está no fotolog dele…
    Poderia um dia a ser uma tatuagem minha…hehehehe…

    Dear Life é um disco mto bom mesmo.

    abrá.

  7. 1. sem dúvida, Zaza, o Magoo manda muito bem mesmo!
    🙂

    2. verdade MV, e como o Magoo disse ali na entrevista, o Dear Life…, de 2000, é meu predileto também.. o disco é impecável!

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