entrevista coletiva: NWA 2

No próximo final de semana, nos dias 06 e 07 de fevereiro, acontece o festival Never Walk Alone 2, no Inferno Club (Rua Augusta, 501), em São Paulo.

O evento reunirá 12 bandas que variam entre hardcore e metal, novas e mais antigas, enfim, um grande evento celebrando o verdadeiro espírito independente — que, infelizmente, tem morrido aos poucos.

No dito underground nacional é possível notar uma Rickbonadiozação camuflada de independente, explico: gente usando máscara de Ian MacKaye, por trás escondendo ganância, individualismo e muita vontade de ter uma conta na Suíça (ok, exagerei!).

Enfim, chiveta organizou uma entrevista coletiva ao contrário: um jornalista e diversas bandas e reuniu boa parte do cast do NWA2.

Todos os grupos foram convidados a participar, mas nem todos puderam (ou quiseram), assim a conversa rolou com Fabiano (vocalista do Inkognitta), Marcos Grilo (vocalista do Corleone), Marcelo Papa (guitarrista do Bandanos), Fabio (vocalista do Paura), Rick (vocalista do Clearview e um dos organizadores do evento), Sandrox (vocalista do Stronger Than Before), Roberto (vocalista do Your Fall), Leandro (vocalista do Fim do Silêncio) e Shamil (baixista do Inkognitta e também um dos organizadores do evento).

Com tanta gente reunida, assunto não faltou!

Entrevista por Ricardo Tibiu
Fotos: Mauricio Santana (www.mauriciosantana.com.br)
Exceto a do Fim do Silêncio retirada do MySpace (www.myspace.com/fimdosilencio).

É óbvio que apesar de o festival ser ligado ao hardcore/metal/rock, ele é antes de qualquer coisa um evento independente, totalmente D.I.Y.. É mais prazeroso tocar em eventos deste tipo?
Fabiano (Inkognitta):
Sem dúvida. Apesar de que eventos independentes bem organizados são cada vez mais escassos nessa cena. E quando rola algo assim temos que dar o sangue, fazer um show redondo e curtir o momento. Nossa expectativa para o NWA é das melhores possíveis, há tempos não tocamos em algo assim.
Marcos Grilo (Corleone): A gente vive pra isso, o hardcore é D.I.Y., não tem como pensar de outra maneira nesse meio.
Marcelo Papa (Bandanos): É sempre mais legal tocar em eventos desse tipo, ainda mais quando temos alguns amigos envolvidos. Na verdade foram poucos os eventos que o Bandanos participou que não foram realmente D.I.Y.. Quando abrimos o show do Circle Jerks, sentimos bem a diferença, já que nem água nos deram (risos).
Fabio (Paura): Sem dúvida. Principalmente quando as pessoas que estão organizando são nossos amigos e têm uma história dentro do cenário.
Rick (Clearview): É sempre um prazer tocar em eventos bem estruturados, uma vez que a organização se preocupa realmente com as bandas, tratando com respeito, profissionalismo e, principalmente, motivando o público a prestigiar eventos com propostas legais.
Sandrox (Stronger Than Before): Não só pelo fato de ser D.I.Y., e sim por quem está fazendo o evento. Não é rasgação de seda, nem nada. Desde o nosso primeiro contato com o Shamil e o Inkognitta, volta e meia rola um esquema com a banda dele e o STB juntos. Então, são pessoas que ajudam o STB, se tornaram amigos e temos gratidão por eles e suas bandas. É sempre prazeroso estar entre amigos.
Roberto (Your Fall): Com certeza. Eu, particularmente, acredito bastante nesse espírito D.I.Y. e também que o hardcore está, sim, bastante ligado a isso. Já existiram – pelo menos aqui em Curitiba – muitos shows que partiram de grandes produtoras e sempre achei isso válido, pois ajuda na divulgação e mostra reconhecimento pelo trabalho que as bandas desenvolvem. Mas tocar em um show feito no seu meio, em que você conhece as pessoas envolvidas e muitas vezes até participa da organização, é muito mais gratificante.
Leandro (Fim do Silêncio): Claro. Nós somos uma banda independente. Todas as bandas do festival vivem do D.I.Y., como você disse. Ainda mais por o festival ter esse espírito, já que hoje em dia, existem outras “vertentes” do “faça você mesmo”. Hoje produtores – ou exploradores – cobram dinheiro de bandas novas para abrir para bandas relativamente maiores. E, o pior, essas bandas pagam. É incrível o nível de babaquice que o ser humano pode atingir.
Shamil (Inkognitta): Bicho, prazeroso vai ser! Sempre é, desde o showzinho mais tosco até o maior possível! Mas é lógico que se você tem uma banda, tudo que você preza é tocar com amigos, casa cheia, som bom e retorno do público. É D.I.Y. porque eu não consegui patrocínio senão… (risos).

Fabiano - Inkognitta

Por falar em hardcore/metal/rock, como você definiria o som da sua banda? Inclusive, o quê o Rick Bonadio diria se ouvisse sua banda?
Fabiano (Inkognitta):
Perguntas difíceis. A primeira, como você mesmo disse uma vez: é um black metal de bermuda (risos). Brincadeira, bom, sei lá a banda já passou por diversas fases, atualmente estamos querendo fazer algo pesado e mais trampado, meio Hatebreed talvez, só que com vocal mais gutural, sei lá. O Bonadio falaria pra mandarmos um CD pro programa do Luciano Huck, porque lá toca rock de vários tipos, saca?! (risos).
Marcos Grilo (Corleone): Hardcore oldschol, um antigo baixista nosso descrevia a gente como o Mars Volta do old school, vai saber (risos). Acho que o Rick Bonadio se cagaria nas calças!
Marcelo Papa (Bandanos): Somos uma banda de hardcore/thrash, nada muito mirabolante. Nos inspiramos nas bandas de thrash metal e crossover dos anos 80, bandas que crescemos ouvindo e continuamos até hoje. O Bonadio já teve ter escutado algum disco do Suicidal Tendencies, né?! Mas acho que hoje em dia ele acha uma merda, talvez ela tivesse a mesma opinião em relação a nós (risos).
Fabio (Paura): Rock pesadão. E o Bonadio diria: “Não vou conseguir fazer dinheiro com essa banda. Próxima!”.
Rick (Clearview): O som da nossa banda é o tipo de som que qualquer skatista gostaria de ouvir numa session! Veloz e Furioso! (risos). Não temos ideia sobre o que o Rick Bonadio diria, mas com certeza seria algo do tipo “putz, não dá para tocar isso nas rádios!”.
Sandrox (Stronger Than Before): Essa é uma grande dúvida pra gente. Cada um traz sua influência aqui e faz a parada rolar. Podemos dizer que é hardcore buscando a linha do old school, um pouco de metal e uma pitadinha de carimbó. O Rick Bonadio diria que é algo que nunca faria sucesso com o público da MTV e que nossa banda tem mais é que viver no underground pra sempre.
Roberto (Your Fall): Pô, eu sinceramente não sei dizer especificamente qual o tipo do nosso som, pra mim é hardcore e ponto. O pessoal geralmente diz que nosso som é NYHC, talvez pelas nossas influências que vão de bandas crossover e thrash até NYHC mesmo. Sobre o Rick Bonadio, eu confesso que nem sabia quem era esse cara até essa entrevista e ir procurar no Google pra não fazer feio (risos). Mandei uma mensagem pra ele no Twitter perguntando isso, mas ele ainda não me respondeu.
Leandro (Fim do Silêncio): O som do Fim Do Silêncio foi se moldando com o tempo. Acho que estamos conseguindo atingir uma identidade em cada show e em cada música nova. É grind, metal, hardcore, o que você quiser. Eu diria rock pauleira. E sobre o Bonadio, não sei o que ele diria, mas gostaria que ele colocasse uns bons milhares de reais pra gente tocar na 89. Ou não…
Shamil (Inkognitta): Acho que o Inkognitta era uma banda de metal chato, agora estamos mais legais! Dá pra cantar junto as novas músicas, tem black metal e MOSH! Tudo junto. O Rick Bonadio ia dizer: “meu Deus, vacilei em ter contratado o NX Zero!”.

Marcos Grilo - Corleone

O nome do festival (Never Walk Alone) forma a sigla N.W.A., que é um dos meus grupos prediletos de rap. Enfim, o quê sua banda tem de influência que ninguém imagina ou possa ser percebida?
Fabiano (Inkognitta):
Michael Jackson, o mestre supremo de todos os tempos!
Marcos Grilo (Corleone): Rap (risos) e melódico, hardcore melódico dos anos 90 não tem como negar.
Marcelo Papa (Bandanos): Eu escuto muito folk, black music e música instrumental, além de metal tradicional e droone, os outros caras da banda escutam old school, rap, crust… Acho que ninguém imaginaria que antes de fazer uma música eu escuto Bruce Springsteen (risos).
Fabio (Paura): De banda, eu diria o New Model Army. E eu ouço muito rap, então acho que, de uma maneira ou de outra, isso acaba absorvido. Não tão perceptível, mas influencia (risos).
Rick (Clearview): Na verdade gostamos muito de rap, o N.W.A., Public Enemy, Eazy-E, Dr. Dre etc. São grandes influências para nós! Cada membro da banda gosta de certo estilo de música. Não existem barreiras musicais para nós, tudo o que for bem feito será bem aproveitado e bem apreciado por nós.
Sandrox (Stronger Than Before): Não é influência no som, mas a única banda que nós gostamos em comum e você pode encontrar todos em um show é o Garage Fuzz.
Roberto (Your Fall): Porra, N.W.A. é foda mesmo! Mas então, eu não falaria de nenhuma influência da banda em si, mas falaria de influências que sofri pessoalmente, gosto bastante de rap oldschool, assim como você, e também de rap latino. Uma banda que acho bem legal e que recomendo é o Akwid. Também citaria bandas mais antigas como Beatles e Johnny Cash.
Leandro (Fim do Silêncio): É difícil falar pela banda toda, e acho importante diferenciarmos nossos gostos musicais de bandas que influenciem diretamente no som do Fim Do Silêncio. Falando por mim acho que bandas punk como Stiff Little Fingers e Vibrators me influenciam na hora das composições e na hora dos shows também.
Shamil (Inkognitta): Acho que a única influência que temos em comum é o Pantera, nem mesmo no Slayer nós todos concordamos (risos). Mas Michael Jackson é foda, todos da banda amam!

Marcelo Papa - Bandanos

Sem ser a que você toca, qual sua banda predileta no festival?
Fabiano (Inkognitta):
Todas as bandas são ótimas, mas vou puxar a sardinha pros nossos irmãos do Stronger Than Before, micareteiros pra vida!
Marcos Grilo (Corleone): Clearview e Your Fall as duas melhores bandas de hardcore do Brasil nos últimos cinco anos.
Marcelo Papa (Bandanos): Acho que o Ralph Macchio vai apavorar nesse festival.
Fabio (Paura): O Jeffrey Dahmer.
Rick (Clearview): Estamos ansiosos para apreciar todos os show!
Sandrox (Stronger Than Before): Por incrível que pareça, vamos dividir o palco com nossas favoritas: Paura e Take Off The Halter.
Roberto (Your Fall): Sem ser a que eu toco? Difícil hein!? Brincadeira (risos). Cara, eu gosto bastante do Clearview, não apenas porque eles são grandes amigos nossos, mas realmente acho o som muito bem feito e a ideia que eles têm sobre hardcore é bem parecida com a nossa. Também citaria o Bandanos que eu tenho um puta respeito!
Leandro (Fim do Silêncio): Paura.
Shamil (Inkognitta): Stronger Than Before, Fim do Silêncio, Paura e Bandanos são as que eu mais gosto com certeza.

Fabio - Paura

Não guarde segredos, sua banda vai tocar algum cover?
Fabiano (Inkognitta):
Não sabemos ainda, no último ensaio tiramos uma parte de Smooth Criminal. Só vai faltar um dançarino competente (risos).
Marcos Grilo (Corleone): Não, a gente não toca mais cover.
Marcelo Papa (Bandanos): Geralmente tocamos Suicidal Tendencies e Corrosion of Conformity.
Fabio (Paura): Isso nunca foi segredo: Sailin´On, do Bad Brains, e Slave New World, do Sepultura.
Rick (Clearview): Não definimos o set list ainda, mas tocaremos World Peace, do Cro-Mags, e mais alguma coisa!
Sandrox (Stronger Than Before): Não pô, essa é a nossa única surpresa pro festival. Estamos ensaiando dois covers, um rock brasileiro de farsa comercial e um gringo bem rápido de uns sete segundos. Mas não dou dica das bandas!
Roberto (Your Fall): E se eu falar que o cover que vamos tocar não é segredo e sim uma surpresa, preciso contar do mesmo jeito?
Leandro (Fim do Silêncio): O Fim do Silêncio nunca toca covers ao vivo. E não é por falta de vontade, nunca conseguimos escolher um, toda vez que vamos discutir isso não chegamos a lugar nenhum. Vou contar um segredo, uma vez tentamos fazer um cover de Ramones. Ainda bem que tivemos bom senso e nem chegamos ao final da música. Já imaginou Ramones versão grind? Não é das melhores coisas (risos).
Shamil (Inkognitta): Acho que vai rolar Smooth Criminal, do Michael Jackson hein, eu tô querendo que role.

Rick - Clearview

Hoje em dia é comum as bandas colocarem seus discos para download gratuito na internet. Eu mesmo já quase não recebo CDs para resenhar, recebo links para download. Resumindo, estamos a um passo de decretar a extinção do CD?
Fabiano (Inkognitta):
Com esse negócio de internet e pirataria o mercado para CDs fatalmente vai se extinguir, não é a toa que muita gente anda optando por lançar suas músicas em vinil ao invés de CD, acho que por conta de ser algo mais bonito e estiloso de ser guardado. Bandas grandes e artistas de renome faturam muito mais com shows hoje em dia que com a venda de CDs. Acho que isso também é muito culpa das gravadoras, porque pagar R$ 20, R$ 30, R$ 40 em um CD, que, às vezes, antes mesmo de chegar no mercado, nego encontra na rua por R$ 2, fica difícil de competir. Mas para as bandas independentes eu ainda acho legal fazer CDs, pois muitas vezes você toca em lugares onde o pessoal não conhece sua banda e se não tiver algo para deixar ali que os faça lembrar de você, as chances de sua banda ser esquecida são grandes.
Marcos Grilo (Corleone): Depende, quem ama ainda faz CD, quem preza por ter em casa ainda compra, essa molecada nova precisa entender que é necessário ainda pelo menos pro hardcore. Acho que vinil é o espírito máximo do hardcore, meu sonho é lançar um do Corleone.
Marcelo Papa (Bandanos): Talvez sim, a banda toda se liga muito em LPs, tenho percebido que muita gente tem voltado atrás e começou a colecionar discos de novo. Meus CDs vão ficar aqui, não penso em vende-los ou coisa do tipo, eles sempre terão o valor sentimental, irei pegá-los e lembrar do dia que comprei, da fase que vivia quando comprei aquele CD e tal… Quem pode afirmar que com o tempo o CD não pode ser hype? Assim como acontece com o LP hoje?
Fabio (Paura): Não vejo desse jeito. A gente pelo menos vai continuar lançando CDs. Temos muita vontade de lançar algum material em vinil ainda. E dizem que o vinil morreu há 20 anos (risos).
Rick (Clearview): Acreditamos que não, pois infelizmente aqui no Brasil algumas pessoas não valorizam os artistas. Tudo é muito difícil e burocrático. Mas nós do Clearview, continuaremos a lançar CD, discos, K7… Enquanto existir demanda para isso, nós seremos a resistência!
Sandrox (Stronger Than Before): Nós temos a intenção de gravar e lançar físico. Enquanto alguém tiver a satisfação pessoal de ter um trampo em mãos, sempre vai fazer um corre pra lançar o físico. Mas é fato que está perdendo o espaço.
Roberto (Your Fall): Acho isso muito relativo. Na sua opinião o vinil está extinto? Existem muitas pessoas que colecionam e gostam de ter o material físico, mas com certeza a popularidade do CD está caindo cada vez mais. Nós já sentimos esta diferença e nosso próximo disco virá com novidades neste sentido.
Leandro (Fim do Silêncio): Acho que não. Acho que estamos vivendo uma nova era de mais opções e facilidades de registro musical. Ainda vou regularmente a sebos e compro vinis de bandas que gosto. O CD está perdendo espaço para o MP3, e o MP3 perderá para a próxima mídia, mas uma coisa não precisa excluir a outra. São apenas outras opções para se lançar e ouvir música.
Shamil (Inkognitta): Eu acho que nada acaba de verdade, ainda existe fábrica de K7 na Argentina e a Polysom voltou a funcionar – caro, muito caro, mas voltou –, ou seja, se o vinil e o K7 não morreram, o CD também não vai. Só não vai vender mais tanto, porque todo mundo vai baixar de graça tudo e comprar só alguma coisa.

Sandrox - Stronger Than Before

Quais são as últimas novidades e quais os próximos planos de sua banda?
Fabiano (Inkognitta):
Estamos fazendo músicas novas, planejando lançar um vinil split 7”, uma turnê fora do país e o lançamento de um segundo CD em breve. Espero que tudo isso saia do papel.
Marcos Grilo (Corleone): Acabamos de lançar um split com a banda StillxStrong que saiu pela Caustic Recordings, de Santos, pra esse ano um disco nasce com certeza. E um clipe.
Marcelo Papa (Bandanos): Voltamos recentemente de uma tour pela Europa. Foram 29 shows. Estamos prestes a lançar dois splits 7”. Um deles com os thrasheiros do Violator e outro com os americanos do Toe Tag, banda dos ex-membros do The Accused.
Fabio (Paura): Estamos em estúdio gravando o CD novo, que vai se chamar History Bleeds e marcando nossa segunda turnê na Europa pra julho/agosto.
Rick (Clearview): Estamos compondo alguns sons para um possível split com uma banda muito agressiva – banda americana, muito conhecida pela cena underground californiana – e para o nosso próximo disco.
Sandrox (Stronger Than Before): Gravar, gravar, gravar… e estudar se lançaremos CD, EP ou split. Depois disso é tocar, tocar, tocar!
Roberto (Your Fall): O Your Fall está com as músicas para o próximo EP prontas. Inclusive já marcamos estúdio para final de fevereiro/começo de março, então em breve estaremos lançando ele e tentaremos fazer alguns shows fora de Curitiba para divulgá-lo.
Leandro (Fim do Silêncio): Estamos trabalhando em músicas novas. Logo mais entraremos em estúdio, não sabemos ainda se para um single ou talvez o próximo disco. Mas não paramos de trabalhar.
Shamil (Inkognitta): Estamos finalizando as músicas para um split em vinil 7” com uma das minhas bandas preferidas do festival e vamos gravar um clipe de outra música. Esse ano queremos viajar como nunca fizemos, já temos agendado shows no Rio de Janeiro, tour no Sul e iremos visitar nossos hermanos tambien!

Roberto - Your Fall

O nome do festival contraria aquela máxima que diz “antes só, que mal acompanhado”. Que banda definitivamente não se enquadraria no NWA2?
Fabiano (Inkognitta):
Mas no festival estaremos todos bem acompanhados, com ótimas bandas, galera gente fina, cena unida e tenho certeza de que vai dar tudo certo, com harmonia, sem tretas nem nada. Para que, com o sucesso do evento, outros se encorajem a repetir a dose. E, não sei que banda não se enquadraria viu (risos), difícil…
Marcos Grilo (Corleone): Calcinha Preta (risos).
Marcelo Papa (Bandanos): Eu acho que a ideia dos organizadores é chamar todos os tipos de bandas para o evento, não sei até onde eles querem chegar, espero que o céu seja o limite (risos). Imagino que os caras não queiram chamar o Djavú e a Stefhany absoluta. (risos).
Fabio (Paura): Seguindo esse raciocínio, qualquer banda que tenha apenas um membro (risos).
Rick (Clearview): Bandas que pregam o racismo e modismo.
Sandrox (Stronger Than Before): Eu não conheço todas as pessoas de todas as bandas, mas acho que todos estão aí pela música que toca, pelo que faz pela cena, pela correria e pela integração com outras bandas, enfim porque merece estar nesse cast. A banda que não se enquadra nesse festival é aquela que não tem esses requisitos.
Roberto (Your Fall): Putz, não me pergunte isso. Apesar de captar bem a essência do festival, não sou eu quem está organizando. Mas acredito que neste meio existe espaço para todo mundo.
Leandro (Fim do Silêncio): Never Walk Alone é a música que os torcedores do Liverpool cantam nos jogos, e algumas bandas punks da Inglaterra, como o Adicts, a incluíram em seu repertório. Acho que até o Sinatra já gravou essa música. Falando sobre quem não se enquadra, não consegui chegar em nenhum nome, mas tem uma que foi uma grata escolha dos organizadores, o Take Off The Halter. Bela banda.
Shamil (Inkognitta): The Uncle Butcher, sozinho aqui não! Se bem que eu deixava a Margaret Doll Rod tocar sem roupa se ela quisesse! Ah deixava…

Leandro - Fim do Silêncio

Entre as 12 bandas, somente uma tem uma mulher em sua formação e uma é de fora de São Paulo. Vamos lá, sugestões pra próxima edição?!
Fabiano (Inkognitta):
Gostaria de ver Questions, Que Fim Levou Valdir?, Western Day, Desalmado – que tem a Piti no baixo… E, nessa linha de som, realmente é difícil ver minas tocando… Garotas, montem bandas de som pesado pô!
Marcos Grilo (Corleone): Pô, One True Reason deveria estar na próxima, assim como o StillxStrong e o Questions.
Marcelo Papa (Bandanos): Eu citaria o Braindeath (SP), o Violator (BSB) , o Confronto (RJ) e o Güerilla (de Pindamonhangaba), que são bandas ótimas.
Fabio (Paura): Refutare, de Arapongas, No Fim do Dia e Deranged Insane, de Londrina, Nuestro Sangre, do Rio de Janeiro, além do Forka e Desalmado, do ABC. Meninas, montem mais bandas. E o Shamil e o Paulito que se virem pra fazer a próxima edição. A gente vai cobrar.
Rick (Clearview): Se tudo correr bem nesta edição, gostaríamos que a organização do evento convidasse para a próxima: Garage Fuzz, Zander, Fire Driven, Presto?, Chorume, Scoring The Game (BH) e Violator (DF).
Sandrox (Stronger Than Before): Uma banda a mais de fora, uma banda a mais com mulher, trazer o 7 Seconds – isso é um desafio – e uma reunião do… O Inimigo, que tal?!
Roberto (Your Fall): A cena hoje está muito dinâmica, muitas bandas são criadas, muitas são extintas, por este motivo é difícil sugerir alguma, pois amanhã ela pode já não existir – pareceu bebê mimado, mas era pra ser uma crítica (risos). Mas falando das bandas que estão no rolê atualmente, eu gosto bastante do som do pessoal do Avalanche, lá de Belo Horizonte.
Leandro (Fim do Silêncio): Na próxima edição eu gostaria de ver o Command 6. Não tem mulher tocando, mas é uma puta banda.
Shamil (Inkognitta): Eu gostaria que fosse Confronto no sábado e Dead Fish no domingo! Mas os custos seriam altos demais para minha humilde organization!

Shamil - Inkognitta

Pra finalizar, você mijaria num copo e daria, sem que ela soubesse, para uma pessoa que gosta da sua banda tomar?
Fabiano (Inkognitta):
(risos) Essa foi foda mesmo! Bicho, já dizia minha mãe “nunca aceite nada de estranhos”. Mas, eu não faria isso não, tadinha da pessoa!
Marcos Grilo (Corleone): Lógico (risos) você não conhece os filhas da puta que eu tenho que conviver (risos).
Marcelo Papa (Bandanos): Se meu nome fosse Mike Patton, talvez eu tivesse a moral, mas eu sou um apenas uma rapaz, latino americano, sem dinheiro no bolso…
Fabio (Paura): Se fizesse por merecer, sim, sem dúvida.
Rick (Clearview): Jamais! (risos) Isso é desumano demais (risos).
Sandrox (Stronger Than Before): Nem se a pessoa me pedisse. A gente preza pela diversão sem menosprezar o próximo. Se tem gente que é feliz dessa forma, bom pra ele(a).
Roberto (Your Fall): Cara, eu até entregaria um copo de mijo pra pessoa, mas na hora que ela fosse beber eu não ia deixar, sem graça eu. Agora o resto da banda, recomendo a quem estiver lendo esta entrevista não aceitar bebidas deles.
Leandro (Fim do Silêncio): Que ideia maravilhosa! É bom o Fú, nosso guitarrista não desgrudar da lata de cerveja dele nesse show.
Shamil (Inkognitta): Se eu fosse do Strike sim, sem dó, ninguém mandou a fã ter um gosto musical tão ruim!

Never Walk Alone Fest 2
Local: Inferno Club (Rua Augusta, 501)
Sábado, 06/02, a partir das 18h: End Hits, Ralph Macchio, Corleone, Your Fall, Clearview e Bandanos.
Domingo, 07/02, a partir das 16h: Stronger Than Before, Take Off The Halter, Jeffrey Dahmer, Inkognitta, Fim do Silêncio e Paura.
Mais informações: www.myspace.com/nwafest

15 respostas a entrevista coletiva: NWA 2

  1. essa do strike foi o ponto alto haha

  2. Fim do silêncio, corleone, paura, clearview, bandanos, your fall, take of the halter..tô ind pra ver essas bandas..mas vo curtir o som de todas…vai ser foda esse festival..

  3. ooo linda entrevista to colado nesse fest! abraços

  4. Quando li NWA pensei que era a banda de rap, mesmo não sendo fã do estilo, mas … Achei muito foda o que o cara do Fim do Silêncio falou “Hoje produtores – ou exploradores – cobram dinheiro de bandas novas para abrir para bandas relativamente maiores. E, o pior, essas bandas pagam” Isso rola um bocado aqui no RJ… Já o papo da urina, ninguém merece Ahahahahahaha! Abraço

  5. Bem bacana a coletiva Tibiu!
    Massa o festival, boas bandas, vou dar uma conferida nos myspaces das bandas que não conheço pra sacar o som..
    Abrá!

  6. porra tibix ficou animal, mesmo!!!

  7. valeu a rapaziada que gostou!
    :-)

    tem bandas muito boas no festival, quem é de São Paulo, compareça!
    :-)

  8. Opppaaa valeu ae pelo Papa por citar o Braindeath ae!!! Tamo no corre pra fazer varios shows ae… e ser citado por uma banda que com certeza é influencia de todos do Braindeath é uma honra!!! Abração à todos

  9. bem legal sua banda, Lauro!
    valeu!
    :-)

  10. Muito phoda a entrevista parabéns ae!
    grandes bandas abraço!

  11. Muito bom msm!
    Parabens pela iniciativa!
    NWA – hardcore – hip hop – sound system culture
    todos estilos diferentes nascidos do mesmo principio!
    vamo que vamo
    independencia ou morte!

  12. kkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Muito boa a entrevista, rachei o bico com as respostas dos caras o festival nem deu pra mim ficar nele inteiro mais achei muito foda!!!
    E fiquei muito feliz pelo Fabiano ter citado o Western Day para tocar no próximo os caras são tudo da quebrada e tão foda mesmo e são tudo gente finissima!!

    AbraxXx!!

  13. sem palavras porra entrevista do caralho po seria uma honrra participa dessa coletividade de novo só irmandade rolo aquele sem palavras pros organizadores só bandas fodas de mas
    fique feliz em ver nosso nome sendo sitado no meio de tanta banda fudida
    ae jefferson se sabe que é nois mlk

  14. Pingback: doom sha lock lock doom « chiveta ——¬

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