hardcore santista

Como se não bastassem os diversos nomes que Santos deu ao hardcore, no ano passado mais uma banda foi revelada na cidade!

Formado em 2009, o Blackjaw despontou em 2010 ao lançar o EP Dancers Get All The Girls, onde o que se encontra é um hardcore melódico com aquela pegada anos 90 — é, não tem jeito, a década tá voltando mesmo.

Lembrando a tradição do hardcore santista de bandas como Garage Fuzz, White Frogs, Primal Therapy, I.H.Z., Safari Hamburguers, Sociedade Armada e várias outras que me fogem da memória agora!

Formado no início de 2009, o Blackjaw tem tudo para se sobressair nessa retomada do hardcore melódico. O quinteto santista fecha 2010 como uma das revelações do estilo, graças ao EP Dancers Get All The Girls, que logo nos chamou a atenção. O mesmo aconteceu com Daniel, guitarrista do Plastic Fire, conforme nos contou em entrevista. Fomos atrás do Blackjaw para conhecer um pouco da história desses rapazes que dançam ao, bom e velho, ritmo do Lifetime! Com a palavra, o vocalista Ravi Fernandes.

Quando a banda surgiu?
No começo de 2009 com uma formação completamente diferente. Eu (Ravi) e o Rodrigo (guitarrista) somos os únicos sobreviventes.

Como surgiu?
Eu tive a ideia de montar uma banda, procurei o Rodrigo, que é um cara que me entendo muito bem musicalmente, pra tocar baixo e mais alguns amigos que se entusiasmaram com o convite para um ensaio. Temos grande influência de bandas hardcore/punk dos anos 80/90 e punk rock melódico, e a ideia era justamente fazer um lance nessa pegada, com a nossa cara. Combinamos alguns covers que tivessem a ver com a proposta de som. Os guitarristas levaram umas bases para tentarmos criar algo e lá fomos nós. Só que, na hora, deu tudo errado.
O ensaio foi horrível, ninguém tirou os covers, ficamos um olhando para a cara do outro (risos). Um desastre! A gente ensaiou só mais uma vez com essa formação e os caras já começaram a debandar. Mas, eu e o Rodrigo realmente queríamos levar a banda a sério. E nesse entra e sai de integrantes a gente foi trocando até estabilizar na formação que gravou o EP Dancers Get All The Girls, que permanecesse até hoje, com exceção do baterista Moisés que gravou o EP, mas teve de sair da banda por questões de trabalho.

Quais são as principais influências?
Eu sou fã incondicional de Face to Face e Hot Water Music. Tanto que, o nome Blackjaw é uma singela homenagem à música do Fuel For The Hate Game. Danilo (guitarra) adora Samiam, Misfits, No Fun At All, Hüsker Dü/Sugar/Bob Mould. O Fabio (baixo) já curte bandas na linha de Belvedere e This Is A Standoff. O Rodrigo é fã de Dinosaur Jr. e também o cara da banda mais eclético dentro do rock. Existem muitas bandas que gostamos e que são unanimidade entre nós, até por isso nos entendemos tão bem.

Como vocês definem o som da banda?
Como já citei, a gente tem fortes raízes no hardcore/punk mas, acima de qualquer coisa, podemos dizer que tocamos música sincera e honesta. Que traduz, verdadeiramente, muito do que a gente é. Cada pessoa que ouvir vai sentir algo diferente e encontrar definições não singulares.

O quê inspira vocês na hora de compor?
Qualquer coisa. Às vezes passo semanas/meses sem escrever nem sequer uma linha, às vezes escrevo várias letras em poucos dias. Nunca me senti na obrigação de ter de escrever algo. Tudo vem naturalmente. Baseado nas situações que vivo/presencio, escrevo autocríticas. É a abordagem que mais me dou bem. Prefiro evitar o chamado “dedo na cara”, já que dá pra conseguir o mesmo efeito indo por outro caminho. As letras parecem ser bem diretas mas, na verdade, são carregadas de sarcasmo e ironia. Não basta só ouvir, tem que entrar na música e sacar a mensagem.

Quais são os próximos planos da banda?
Temos ótimas expectativas para este ano. Acabamos de entrar para o cast da Undermusic Records, de Florianópolis/SC, e ficamos muito felizes com isso. Estamos tendo uma resposta extremamente positiva do público. A galera tá curtindo, elogiando de forma até surpreendente. Estamos muitíssimo entusiasmados com tudo o que está acontecendo com a gente. Em breve lançaremos mais material inédito e seguiremos tocando o máximo que conseguirmos, na maior quantidade de lugares possível. Conhecendo mais bandas, mais pessoas, divulgando o Dancers Get All The Girls, passando a mensagem adiante, fazendo a coisa toda acontecer!

Mais informações: blackjawdancers.com | facebook.com/blackjawdancers | blackjawdancers.com/merch | twitter.com/blackjawdancers

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comentários

10 thoughts on “hardcore santista

  1. Também gostei.
    Influência forte do Face to Face hein? Principalmente no vocal.
    Que bom que ultimamente tem aparecido novas bandas boas de ”hardcore melódico 90’s”, e o melhor ainda é que não são tão parecidas, pelo menos eu não acho..
    Em certo momento lá pelo começo dos 20oo’s as bandas do tal hardcore melódico em sua grande maioria pareciam todas iguais, quase todas soavam como cópias do Dead Fish ou do CPM 22..

    • pode crer, Arthur, tem rolado isso mesmo, dá pra ver que rola uma influência, mas não é cópia… no começo dos 2000 era assim mesmo, nos anos 90 era com as bandas gringas, tipo Bad Religion, NOFX, Pennywise e tal…
      😉

  2. Safari Hamburguers, Sociedade Armada não entram no memso balaio dessas outras.

    Mas enfim, meu único “Q” com essas bandas melódicas é o vocal invariavelmente irritante. Mas eu sou irritante e minha mãe me ama, logo é justo que a rapeise curta essas bandas.

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