nipshot

Formado em 1998, o Nipshot se tornou um forte representante do cenário carioca.

Fazem parte ou passaram pela banda membros de Zander, Matanza, Noção de Nada, Cinedisco, Last Fall e Hill Valleys.

Entre idas e vindas, depois de cerca de quatro anos os caras se reuniram e agora assinaram com o selo Ideal Records (Reffer, Garage Fuzz) e estão dispostos a voltar com tudo.

Ao menos é o que indica Break & Build, CD que acabam de disponibilizar com exclusividade lá no site da fiRRRRRma.

Troquei uma ideia rápida com o guitarrista Marcio Barros e o vocalista Pedro Pezinho preparou um faixa a faixa bem interessante e pessoal do álbum, que foi gravado no Superfuzz sob a batuta do meu truta Gabriel “Bil” Zander.

Confira abaixo!

Formado em 1998, o Nipshot se tornou um forte representante do cenário carioca. Fazem parte ou passaram pela banda membros de Zander, Matanza, Noção de Nada, Cinedisco, Last Fall e Hill Valleys. Entre idas e vindas, depois de cerca de quatro anos os caras se reuniram e agora assinaram com o selo Ideal Records (Reffer, Garage Fuzz) e estão dispostos a voltar com tudo. Ao menos é o que indica Break & Build, CD que acabam de disponibilizar com exclusividade aqui na TramaVirtual. O guitarrista Marcio Barros trocou uma ideia rápida com a gente e o vocalista Pedro Pezinho preparou um faixa a faixa bem interessante e pessoal do álbum, que foi gravado no Superfuzz sob a batuta de Gabriel Zander. Confira!

Quanto tempo a banda ficou parada?
Marcio: A banda foi formada em 1998 e o som era completamente diferente do que é hoje. Como todo namoro, tivemos idas e vindas mas dessa última vez foi um rompimento sério. Ficamos parados por praticamente quatro anos. Desde então a banda e a gravação que já tinha sido iniciada ficou na gaveta.

E qual foi o motivo da pausa?
Marcio: O motivo principal foi a saída do Pedro Américo, nosso ex-guitarrista. Ele conseguiu um emprego na Europa e foi morar lá, mas a gente já vinha em um processo bem desgastante.

Entendi… E como definem o som do CD Break & Build?
Marcio: É como diz o título, uma desconstrução musical. Uns vão dizer que parece uma coisa, outros vão dizer outra mas na verdade não tem estilo, o lance é distorcer e gritar.

Quais são as influências?
Marcio: Acho que essa pergunta é difícil. A gente já se espelhou em tantas bandas… Penso que a maior influência são os ensaios. Cada um tem uma ideia e assim somando tudo dá alguma coisa e sempre algo diferente.

Faixa a faixa por Pedro Pezinho

“Break & Build”
Se destruir pra se reconstruir é uma bela fórmula para se manter satisfeito, uma contradição muito positiva. É o equilíbrio de estar sempre em movimento. É uma música sobre crescer e não ficar parado apegado às coisas que você já aprendeu e sabe que funcionam. É sobre a porrada e a calmaria, a depressão e a euforia. Essa diz muito sobre a forma como lidamos com a nossa música, é por isso que ela dá nome ao disco.

“Monster Sickness”
O Gabriel Arbex, do Zander, veio com um belo riff no maior clima positivo e eu achei que cabia uma desgraça para balancear. Essa letra é o fundo do poço total. É sobre os infernos particulares que todo mundo tem e ninguém pode ajudar. Ela foi feita num momento complicado em que eu tinha saído de um casamento de cinco anos e estava lidando com a minha solidão. É aquele momento que só o tempo pode te ajudar a botar a cabeça no lugar, não tem fé, não tem conselho, nem porra nenhuma.

“Your World Has Been Shaking”
Tem sempre alguém lamentando sobre a vida. Essa é pros lamentadores. É tipo: “Tá ruim pra todo mundo, amigo, vamos parar de merda, tocar o barco e não encher o meu saco”. É uma das mensagens mais positivas do disco. Viver é maravilhoso!

“A Little Waltz For The Crippled”
Pintar um quadro para ninguém ver, escrever um texto para ninguém ler, compor uma valsa para ninguém dançar. A ideia é que tudo isso é válido. Uma vez a minha ex-mulher me contou de um sonho que ela teve sobre uma velhinha que cantava para os surdos, eu achei a ideia foda e fiquei vários dias pensando nisso. Adoro a ideia de uma valsa feia, dissonante e distorcida.

“Ships No Longer Sail In The Bay”
Tenho medo de morrer muito velho a ponto de terem que trocar minhas fraldas. Deve ser triste ficar velho e ter que viver olhando para o passado. Então, vamos aproveitar que a hora é agora.

“Steps”
Essa é a mais antiga desse disco, ela foi feita em 2004 no Don Lazaro, banda que eu tinha com o Rapudo (ex-Noção de Nada) e o Diogo (Estudantes). Ela sobreviveu a várias formações e nunca a abandonamos. Ela fala de crescimento, de como é difícil ficar adulto e ter que lidar com coisas que você nunca tinha se preocupado.

“Out Of Focus”
Essa diz muito sobre os tempos de hoje em que você só fez alguma coisa se tem foto no Facebook. Tá todo mundo vivendo de aparência e esquecendo que a vida real ta passando.

“Raining in Baghdad”
Essa não tem metáfora, é a mais direta do disco. Sim, é sobre a Guerra do Iraque. Deve dar muito cagaço ter um monte de bomba caindo na tua cabeça.

“The Night I Sold My Soul To The Devil”
Esse é o momento ficção do disco. É uma historinha contando o suposto diálogo que eu tive com o diabo no momento em que eu vendia a minha alma pra ele. Clima “road movie” total.

“We Can’t Stop Breathing”
É a música mais extrema do disco. O clima podre se instala de vez nessa aqui. É mais uma música mandando você parar de pensar demais porque o tempo tá passando. Então, levanta aí e vai viver!

Mais informações: soundcloud.com/nipshot

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comentários

10 thoughts on “nipshot

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  3. Acho a banda bem legal, achei que esse disco ia virar lenda, mas até que enfim saiu!
    Baixei aqui, mas ainda não ouvi direito, só algumas coisas que até curti, mas tenho que escutar melhor ainda.

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