vilipêndio a cadáver

Rock and roll garageiro, podre, lindo, com aquele vocal curtido no uísque paraguayo.

De Campinas/SP para o (sub)mundo, Drakula!

Os beberrões usam máscaras de lucha libre e lançaram um vinilzinho vermelho em edição limitada e numerada chamado Vilipêndio a Cadáver.

A arte é assinada por um dos vândalos/integrantes, Mestre Daniel ETE, que também é dos Muzzarelas.

Fiz um textinho horrível sobre a bolachinha, que gostaria de compartilhar abaixo!

ps* imagem meramente ilustrativa, a modelo da foto não acompanha o produto.

Vamos partir do princípio de que o Slipknot é formado por palhaços mascarados que assustam roqueiros rebeldes de shopping, ok? Se você passou da adolescência e acha “da hora o som deles”, alguma coisa pode estar errada… Sei lá se com sua audição, saúde mental, enfim… Vamos pro Terceiro Mundo, interior de São Paulo, no Cemitério da Saudade, em Campinas, encontrar o Drakula. Indivíduos beberrões com máscaras de luchadores violarão defuntos.

Vilipêndio a Cadáver, crime causado com intenção de ultrajar, sabe?! De profanar a vítima que já partiu dessa pra uma melhor. Escárnio, necrofilia, sei lá por qual motivo, e adultos ainda estão amando/temendo o Slipknot?!

Recebi este ano, mas ele foi lançado no ano passado em vinil vermelho via ChopSuey Discos, Back On Black Records, Trash Can e Reverb Brasil em edição limitada e numerada.

O conteúdo é rock and roll garageiro, podre, lindo! Contraditório? Talvez, depende do seu ponto de vista, de repente você curte Slipknot…

Logo de cara “We Want To Set Your Ass on Fire” cumpre o que promete e é fogo no rabo mesmo! Riffs e solos de guitarra, vocal à base de uísque paraguayo ou Fogo Paulista.

A sequência chega com uma declaração de amor improvável a uma diabinha (“Satan Girl”) marcada pela bateria punk rocker e “Cidade Assassina”, que traz à tona o terror da vida (como ela é) real. Contrariando os CSI da vida, eles dizem que só quem cometeu aquele crime sabe o que aconteceu.

A arte é assinada por Daniel ETE, mestre da arte da gosma verde, caveiras horrendas, zumbis dementes e zóios podres, que também atua no posto de baixista da lenda viva underground nacional Muzzarelas.

A pá de cal é “I Wanna Be an Aussie Homeless”, que vem pra contrariar o que eu disse erroneamente anteriormente, de que o disco se tratava de surf music. Me explico: o Drakula costumava pegar umas ondas em algumas praias (claro que mal assombradas), ainda que hoje alguns resquícios estejam aqui e ali, como na declaração de amor satânica. Mas cá estou me redimindo do que disse em um vídeo horroroso (não assistam, sério!), ok juventude?! Havia recebido o disco há pouco e na ânsia de mostrá-lo falhei ao fazer isto sem antes conferir com a devida atenção.

No mais, esqueçam o Slipknot, longa vida ao Drakula!

Mais informações: facebook.com/Drakula

7 thoughts on “vilipêndio a cadáver

  1. Pingback: Motor City Madness & R’n’R, MTHRFCKR | chiveta——¬

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