rodrigo carneiro – mickey junkies

Como todo mundo tá sabendo, a TramaVirtual vai baixar suas portas no fim do mês.

Apesar de não estar mais lá desde Novembro, achei triste a notícia, afinal além de grande importância na música independente nacional, há um acervo gigantesco de músicas e matérias no site.

Aos poucos vou republicar aqui algumas coisas minhas, até como forma de manter no ar o trabalho que fiz junto às bandas.

Algumas, que eu linkava [daqui para lá], já editei nos posts relativos aqui.

Vou publicar aleatoriamente, começando com umas [belas] dicas de discos que o veterano Rodrigo Carneiro nos deu.

Confira!

– Publicada originalmente em 05/12/11

[foto: Duca Mendes]
mickeyjunkies_duca_mendes

Referência do rock alternativo brasileiro nos anos 90, o Mickey Junkies começou sua caminhada underground em 1991. De 1997 a 2007 ficaram em hiato e continuam em plena atividade, inclusive nos dando a honra de tê-los nos Estúdios Trama em agosto deste ano. De elogios de Dave Grohl, o então baterista do Nirvana, a figurar na emblemática coletânea No Major Babes, o quarteto de Osasco/SP, tornou-se ícone do underground nacional. Pra se ter ideia, o vocalista Rodrigo Carneiro é um dos personagens imortalizados na clássica “Caminha (Q Aqui é de Osasco)”, do sensacional Kingzobullshit Backinfullefect 92, dos gaúchos De Falla, além de ser respeitado jornalista. Tamanha bagagem nos fez escolher Carneiro pra estrear esse cantinho: DISCO, onde seus prediletos são mostrados. Isto serve, inclusive, de referência de música boa! Vamos a eles?

saltimbancos
– Primeiro disco que comprou:
Meus pais sempre gostaram muito de música e era comum eles me presentearem com álbuns como Os Saltimbancos, A Arca de Noé e todos aqueles da série infantil Disquinho. Lembro que o namorado de uma prima me deu um compacto do Elvis Presley, que eu adorava. Mas os primeiros discos que eu comprei, em uma mesma tarde de 1982, foram Creatures Of The Night, do Kiss, e Thriller, do Michael Jackson.

funkadelic
– Último disco que comprou:
Free Your Mind… and Your Ass Will Follow (1970), do Funkadelic, e What Color Is Love (1972), do Terry Callier. Ainda não os tinha em vinil e, se não bastasse o conteúdo musical incrível, tratam-se dos álbuns com as capas mais lindas da paróquia.

terryca

– Disco que mudou sua vida:
O Grito Suburbano (1982). Acho que eu vi um clipe dos Sex Pistols na televisão, no extinto programa Som Pop, mas a primeira geração do punk brasileiro, representada nesse disco e em tantos outros do mesmo período, foi o que realmente me desencaminhou e formou parte do meu caráter. [Nota do Editor: A coletânea trazia ninguém menos que Olho Seco, Inocentes e Cólera]

gritosub

– Disco que mais ouviu na vida:
O The Revolution Will Not Be Televised (1990), de Gil Scott-Heron. No início dos anos 1990, eu e meu querido amigo Rodrigo Brandão soubemos da existência do disco – um CD que reunia as faixas dos álbuns Pieces Of A Man (1971) e The Revolution Will Not Be Televised (1974) – pela revista Bizz, em texto assinado pelo saudoso Celso Pucci, o Minho K. O Brandão conseguiu o registro uma semana após a leitura, me gravou uma fita cassete e nós seguimos no culto desde então.

gillscott

– Disco que indica aos amigos:
Agora? Coisas (1965), do Moacir Santos.

moacirsantos

– Disco que daria a algum inimigo:
Meus inimigos não merecem discos. Nem mesmo os piores já lançados sobre a face da Terra.

funhouse

– Disco predileto dos anos 70:
O Fun House (1971), The Stooges.

bbbrains

– Disco predileto dos anos 80:
O Bad Brains (1982), Bad Brains.

tinder

– Disco predileto dos anos 90:
Sem contar a lista de títulos arrasadores de 1991 (De La Soul Is Dead, De La Soul; Nevermind, Nirvana; Gish, Smashing Pumpkins; Arise, Sepultura; Screamadelica, Primal Scream; Bandwagonesque, Teenage Fanclub, Blue Lines, Massive Attack etc), eu fui bastante impactado pelo segundo álbum homônimo do Tindersticks e por Maxinquaye, do Tricky, ambos de 1995.

tricky

– Disco predileto dos anos 00:
O Desperate Youth, Blood Thirsty Babes (2004), TV On The Radio.

tvontheradio

– Disco que gostaria de ter participado da gravação:
A lista é imensa. Mas, já que sou da classe de 1972, gostaria muito de ter acompanhado as gravações do disco homônimo do maestro Arthur Verocai.

arthurverocai

Mais informações: facebook.com/MickeyJunkies | myspace.com/mickeyjunkies | twitter.com/MickeyJunkies

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comentários

6 thoughts on “rodrigo carneiro – mickey junkies

  1. o cara tem influência de todo lado hein, vou até dar uma sacada nas coisas que eu não conheço. vai que tem coisa boa né?
    muito boa a ideia de reprisar as matérias, apesar da triste notícia do fim do portal. vai fazer falta!

    • a ideia é exatamente essa, Heric, ir atrás do que não conhecemos, ainda mais com a facilidade da internet hoje!
      🙂
      pois é, vai fazer falta, a minha parte vou tentar fazer, que é resgatar as matérias.
      😉

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