A Liga – Funk Ostentação

Conhece funk ostentação?

E MC Guime?

mcguime

Ontem assisti ao programa de volta d’A Liga, na Band, e pude conhecer um mundo diferente.

Mais um fenômeno que vem da periferia e trazendo com ele muitas cifras rolando nas mãos de uma galera – entre eles MC Lon, MC Bio G3 e o finado MC DaLeste.

Dê um play abaixo e confira, e se tiver um preconceito [já aviso que tá no site errado] mas, enfim, se tiver, encare no mínimo como uma experiência antropológica.

Dá pra traçar um paralelo com a carreira de alguns jogadores de futebol, que têm origem humilde, muitas vezes em favelas, e conseguem superar os obstáculos da vida e – muito mais que o punk, hardcore ou qualquer banda de rock – ir de frente contra o sistema, conquistá-lo, usá-lo e, ainda, superá-lo…

É, fi, a vida loka é memo!

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14 thoughts on “A Liga – Funk Ostentação

    • confere sim, Heric, é no mínimo interessante, ainda que não curta o som e, menos ainda, as letras, né…

  1. Até minutos antes do programa A liga começar eu nunca tinha ouvido falar de Mc Guime, cheguei a seguinte conclusão funk carioca declaradamente plagiado com um tematica rapper americana fica tranquilo que não dou dois anos apara tudo isso acabar(pelo bem ou pelo mal). ainda continuo achando os daqui um pouco mais autenticos: http://www.youtube.com/watch?v=0jKUAjDwuwg

    • lembro do Chatuba, Riva, baixei muito na época do Napster!
      o mais louco é que essa galera nova do “funk ostentação” chega a ter milhões de visualizações no YouTube… é uma realidade deles, né, de desejar o carrão, a roupa de marca e tal, só que eles tão conseguindo, assim como os jogadores de futebol, mas numa outra realidade, né?!
      entendo total isso que você disse, de temática rapper americano, acho que rola uma influência sim…

  2. Po! Achamos massa demais a matéria, se o nosso under do underground beliscasse 5% em número de público deles tava bom pra kct já, mas galerinha prefere curtir o “independente”que rola no sesc ao ir nos rolês que as bandas under do under estão se matando pra promover :-(

    mas vai mudar o/

    • entendi o que você disse, e acho que o underground nacional do rock, punk, hardcore ou o que for [e o do Sesc incluso], com muita gente branquinha e “bem criada/nascida” jamais vai ter o retorno que eles tiveram… talvez o CPM tenha sido a única que conseguiu algo parecido, ainda que em outros tempos..

  3. Imagino que pelo número de funkeiros mortos e com tanta grana rolando nesse “show business” da periferia, só pode tá rolando uma lavagem grande de dinheiro do tráfico por trás desses ‘artistas’. Ninguém ia sair matando desse jeito por pura inveja não, os motivos são outros.

  4. Fui acessar o link, mas tava como privado..
    Achei outro aqui no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=C8WhYFALQ8M
    Bem massa o doc, Tibiu!
    Lembrei daquela música do Emicida “Beira de Piscina”, ainda que o contexto temático desses caras seja outro completamente diferente, devem ter passado por um monte de coisa que ninguém nunca vai chegar perto de saber como é, totalmente compreensível que estejam querendo aproveitar agora..
    Os caras só traduziram pro funk uma tendência de uma sociedade extremamente consumista, a realidade é essa mesmo, geral só pensa em ter carrão, pagar bebida pra mulher em festa, usar roupa “de marca” etc…
    Aqui no Ceará, por exemplo, existe o Forró Ostentação, tem até música falando do Eike Batista, refrão tipo “Dei uma gorjeta pro garçom e ele comprou uma BMW”, hehe..

  5. Realmente a fase CPM22 foi a mais próxima, mas nós estamos sentindo que tem banda agora querendo fazer os rolês, assim como nós :-) , querendo muito construir uma cena sustentável, principalmente aqui no estado de SP, linkando capital ao interior. Vc anda 200km aqui e passa por 10 cidades de no mínimo 200mil habitantes, é um puta potencial, e nessas cidades tem que ter pelo menos 50 cabras que consumam e curtam uma sonzera nova,assim estamos esperando o/,
    e que desses 50 iniciais o número aumente. GARIMPO, GARIMPO, GARIMPO!

  6. Eu vi o programa no dia que passou. Me senti como muitas pessoas devem se sentir quando eu falo de bandas de hardcore e elas não fazem ideia que existe! Outro mundo, cheio de grana e voltado só pra isso mesmo (outros também são, né? mas aqui é direto na sua cara), sem destaque (?) algum em rádio ou TV mais popular e mostrando que “youtube” comanda a parada.

    Muito bem refletido pelo Tibiu o lance de ir contra o sistema e talvez por isso a maioria (?) só foi saber que existe isso essa semana. Eu rejeitei o estilo de cara, pra mim não tem muita condição um pensamento desse, mas a ironia/controvérsia que vem dessa reflexão é muito interessante.

    Acho que faltou deixar mais claro no programa quanto tempo levou pra essa galera chegar no nível que está. Concordo que pode ter algo maior por trás dessas mortes e isso ficou no ar um pouco.

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