#TEXTÃO sobre Titanomaquia dos Titãs

Antes de mais nada, alguém aí manja de WordPress? Preciso de axuda, mores, quem puder, dá um OLAR que este xovem que vos escreve te dará um beijo na testa de agradecimento caso mim axude – a existência do chiveta talvez dependa disso.

T A L V E Z, sabe?!

T A L V E Z, sabe?!

Pois bem, hey! ho! let’s go! já dizia Deus em formato de banda, vamo lá: o chiveta deu uma acordada do hiato, “aaaaah já voltou, tibiu? não tinha cabado samerda?” ah, calabok, bb, recebo email, tuíte, DM, inbox, zapzap, nudes [OPS!] ou sinal de fumaça todo fuckin’ santo dia perguntando quando volta a pohan do blog – sinal que alguém [não disse quem] gosta dessa bagaça e sente falta.

[aqui era pra ter um gif pra entreter vocês #jornalismo]

Ontem eu tarra fuçando no Spotify [obrigador Miau por me patrocinar!] sem saber o que ouvir e lembrei que sábado fui ver a apresentação do Conjunto de Música Jovem Merda e eles me deram o disco novo, que eu nem sabia que tinha saído, e meu parça Japa me disse que teve gente que falou que alguma coisa lembrarra Titãs – o disco foi produzido por Rafael Ramos, leva o nome horrível de Descarga Adrenérgica, saiu pela Läjä Golpes e se pá farei um texto aqui.

Desculpem ser prolixo, mas voltando ao assunto me deu um estalo de colocar Titanomaquia, dos Titãs, pra ouvir.

Pra minha surpresa me peguei cantando a letra INTEIRA de Disneylândia – ó, só: o disco é 1993 [você xovem nem era nascido ou, se pá, usava fraldas ainda], eu não lembro nem o que almocei ontem e a pohan da música [veja a fota abaixo] nem refrão tem. Fora que não ouvia esse disco desde hmmmmm 93 mesmo, será?! É possível porque em 93 sei que os discos que mais ouvi foram Vulgar Display of Power, do Pantera, o Kingzobullshitbackinfulleffect92, da banda gaúcha De Falla [um dos meus discos nacionais prediletos], e o maravilindo primeiro do Body Count [ah #ficadica ouçam o mais recente, Bloodlust, que acaba de sair e tá o puro creme do milho – tem cover de Slayer, além de dois mano aí, um tal de Max Cavalera e um tal de Dave Mustaine, e tem o maninho do Lamb Of God que, DSCLP, tô com preguiça de procurar o nome!]. Ah, teve o Chaos AD, do Sepultura também, né, fi, AFF falo nada, #ObrigadoVida ê vidão, diria o poeta.

Disneylândia

Enfim, tarra ontem lá ouvindo o Titanomaquia e, olha, não é que é um baita disco. Eu gostava de Titãs quando era criança [anos 80, Chacrinha na TV com dancinhas new wave], depois xovenzíneo, mas aí veio o metal, o punk e o hardcore e nunca mais ouvi, só o que tocarra na rádio e na finada MTV [olar Portal onde o blog ainda está hospedado, risos] e tinha meio que vergonha, né, achava um pop comercial bem safado, sabe?!Titãs 1993

Mas o Titanomaquia era o primeiro deles sem o Arnaldo Antunes e vinha depois do Tudo Ao Mesmo Agora que foi detonado pela crítica musical [que, independente do disco ser ruim ou não, nunca entendeu de música e, olha mores, tá piorando] e vinha na onda do grunge, então eles chamaram o produtor americano Jack Endino, que tinha trabalhado com Nirvana, Soundgarden, Mudhoney e L7.

Fico imaginando os caras que cresceram ouvindo, sei lá, Rolling Stones, Gilberto Gil e hmmm Gang Of Four, “tendo” que buscar referências em Green River, Skin Yard e, quem sabe, Melvins.

O disco [o vinil vinha num saco de lixo preto com um adesivo, mas eu comprei o CD porque era mais moderno, xovem!] abre com Será Que É Isso Que Eu Necessito e Nem Sempre Se Pode Ser Deus, que nem são tão diferentonas assim vai – são até bem radiofônicas, ainda que Sergio Britto dê lá uns berros [contidos] na primeira e na segunda Branco Mello cante que vá fazer pior.

Na sequência vem a globalizada Disneylândia [PQ DIABOS AINDA SEI ESSA LETRA DELS?] que me fez escrever esse texto. Assim como Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia, não tem refrão, tem letra difícil de memorizar e base maravilhosa – qualquer coisa que cantassem nessas duas ficaria bom, sério! Esta última foi extraída do livro homônimo do Marquês de Sade, ou seja, da deep web dazantiga.

Xovens: isto aqui é um CD, ele toca música!

Xovens: isto aqui é um CD, ele toca música!

Hereditário é cantada por Nando Reis, tem letra de Arnaldo Antunes, e começa com aqueles teclados chaaaaaatos, é pseudo rebelde, ou seja, Titãs sendo Titãs, poderia estar em qualquer disco de qualquer época/fase.

Aí vem uma sequência podrinha, sujinha e tal, malvada, pesadinha, gosto bastante: Estados Alterados da Mente, Agonizando [ela é quase, pasmem, hardcore] e De Olhos Fechados [eu sempre cantei “transando” no lugar de “dançando”, Freud deve explicar].

Fazer O Quê? e A Verdadeira Mary Poppins são os [nem tão] velhos [na época] Titãs de sempre, tipo rebeldia, palavrão, escatologiazinha da Estrela, pá.

E aí vem Felizes São Os Peixes que eu adorava e [talvez] me fez sorrir ouvindo. E isso me desvendou um pouco o ~mistério~ de PQ DIABOS SEI A LETRA DE DISNEYLÂNDIA, pensa: a gente de certa forma simpatiza com coisas nostálgicas porque elas nos fazem reviver os bons sentimentos de outrora. Quem me dera ter de volta os piores problemas da minha adolescência porque hoje eles não são 1% dos meus menores problemas. Pena que na época eu não sabia. Mas, enfim, eu, xovem bobo, gostava de soltar as frases de Felizes São Os Peixes em qualquer diálogo, do nada, meu irmão deve lembrar: “tanto faz, é igual, felizes são os peixes, nada, nada”.

Na reta final do disco tem Tempo Pra Gastar, um bom pop rock, com um groovezinho pá, poderia estar no Õ Blésq Blom [1989], a Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia pra dar aquela quebrada no clima mais radiofônico, e o final com Taxidermia, barulhentinha da Estrela, letra interessante, Paulo Miklos gritandinho.

Meu parecer é que Titanomaquia é um bom disco, com seus altos & baixos & despretensão pretensiosa. Lembro que o disco seguinte foi Domingo [1995] e eles repetiram o Jack Endino na produção, mas a sonoridade já era outra, Kurt Cobain já tinha morrido, mores. Me recordo que fui com meus coleguinhas de banda assistir um show porque a gente ia aos concertos e jogava nossas demos [sim, em K7] no palco e XEZUIS, eles ABRIRAM e FECHARAM o show com a maldita música Domingo e se eu achei isso horrível em 1995, nem quero dizer o que penso hoje. Risos.

Este foi meu #TEXTÃO sobre Titanomaquia dos Titãs. Uma categoria nova no blog chiveta nasce aqui, texto longo, nadando contra a hashtag tendência do jornalismo [RIP!] que hoje respira por aparelhos, gifs, memes, listas e coisas ENGRAÇADÍSSIMAS, né mores.

chiveta Titãs Titanomaquia

Talvez eu volte logo. Talvez, mas o talvez que vocês usam, não o do meu coração. Beijos, mores.RIP Chris Cornell

Acordamos com a triste notícia da partida de Chris Cornell [Soundgarden, Audioslave], luz & paz! [abaixo temos ele fazendo com o Mike Patton o que a gente sempre quis fazer, risos]

mikecornell

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4 thoughts on “#TEXTÃO sobre Titanomaquia dos Titãs

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  2. Atrasado, mas demais o textão, tibiu!
    Que rolem sempre.
    Ia morrer sem saber que o Jack Endino produziu Titãs, que doido.
    Eu já escutei p disco algumas vezes, mas vou ouvir novamente com atenção.

  3. estamos felizes com a volta! welcome back (to hell)

    esse e oblesq são bons discos, da pra ouvir de vez em quando, sorte de quem tem os vinis.
    rolou uma coletanea ano passado, não sei se vc escutou:
    https://www.opulsoaindapulsa.com.br/
    gosto da versão do SETI para “Será que é isso o que eu necessito” e do Cigana com “Deus e o Diabo”.
    Tem ainda Color for Shane, The Bombers, Skydown, várias bandas firmeza!

    noticia pesada essa do cornell, tanta gente legal saindo fora, ouvi dizer que a barra tava pesadissima pra ele.

    abração, se cuida, maninho

  4. Deus em formato de banda. Amei isso querido.

    Titanomaquia é um puta disco e junto com o Domingo (meu disco preferido deles) são os dois únicos que ainda ouço deles.

    Sera que o loki do Soundgarden morreu de causas naturais roqueiras?

    VOLTOU O BLOG E MEU CORE ESTÁ PULSANDO MAIS FELIZ AGORA <3 <3 <3

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